segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
aum
Enquanto engulo colifórmios fecaisE te privo piedosamente das minhas feições inaturais piam passarinhosNo exaustor do fogão & chilenos me ensinam palavras chulas à noite &ouço cada besteira absurda provinda não só da imaginação, mas principalmenteda ignorância de certos caiçaras.Só não me divirto porque não estou feliz.Isso porque você é uma sombra que aparece para mim em sonhos e me atormenta.Odeio-te, pessoa conhecida.Todos os meus amigos estão mortos e lamento não os ter encontrado ainda em vida,eu poderia ter trepado com alguns deles que não fossem completamente gays -porque muitos eram, mas encostaram suas bocas em minhas orelhas para dizerem coisas fantásticas que me iluminam e salvam por exemplo agora.Um garoto louco e loiro é o que procuram as suaves senhoras da mesa de chá, não eu. há moscas pousando na porcelana melada ao som de uma máquina ao longe que é controlada por alguém que constrói alguma coisa pois martela, entre sessões. Elas não percebem porque ouvem o barulho do rádio ecoando nas telhas de zinco e riem de alguma amenidade. A chuva aumenta. E diminui, enquanto a conversa prossegue no mesmo ritmo, com variações mínimas no tema; enquanto o tempo passa e o chá acaba. As moscas voam e se recolhem à noite, as senhoras não. Umas seis pelo menos, de seios cheios e sorrisos sobrenaturais. Suas mãos já estão grudantes pelo açúcar e a extensão da palestra. Alguma fala:-Vejamos, qual o nome dos dois primeiros filhos de Bob Marley?as outras se assustam- Mário e Joana, minhas caras, eles são verdinhos e esquisitos. me suscitam memórias incríveis, amiguinhas, ha ha.
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