quarta-feira, 18 de julho de 2007
domingo, 15 de julho de 2007
é claro que a unica verdade é que
Certamente que este amor não existe.
Eis que cedenta de teu gosto, desfruto o gosto algum de qualquer corpo.
Percebo, no entanto, que coloriram a pintura em preto e branco,
E que há a cor há de sumir.
És tão vulnerável a rotina climática que se expõe,
Do sol, dos ventos, das multidões.
Das meninas, tão jovens, que o notam solitário, quadro. Fincado sobre a parede de madeira corrumpida de traças, e tantos outros insetos, sem qualquer troço por perto. Sem nada.
Ora, mas os meninos também o veem. Porém, são tuas cores que os encantam, jamais seus finos traços, em vão, penso que talvez não os enchergam, talvez o temam, tão preto... tão branco... Tão calmo, rígido, angustiado, precisando tanto delas... Belas cores.
És tão vulnerável! Moldura torturante. Cadê sua liberdade? Não tens! Não há. Certamente que odeia este formato quadrado em que se encontra; tão simples, tão morta. Nem meninas nem meninos para apreciá-la; penso que te entendo. As vezes.
Volto a pensar que este amor não existe.
Se faz tão belo, eterno, carente de nossos braços.
Lindo laço este, não é ? Mas não há nó que não se afroxe, meu bem.
Então como podes? Não existe!
Sinto as vezes apertando, tomando forma de nó bem dado, até me iludo e penso que poderia perder sua vulnerabilidade mediante a força que o apertamos, que foi toda a que tivemos, toda a que encontramos.
Mas como poderia ? Se existe morte, existe vida, se existe laço, então laceia, e então solto: tão preto, tão branco, vai a procura de um vermelho.
Escarlate, sangue.
Escorre e seca.
Fecha a ferida.
Certamente que este amor não existe.
Eis que cedenta de teu gosto, desfruto o gosto algum de qualquer corpo.
Percebo, no entanto, que coloriram a pintura em preto e branco,
E que há a cor há de sumir.
És tão vulnerável a rotina climática que se expõe,
Do sol, dos ventos, das multidões.
Das meninas, tão jovens, que o notam solitário, quadro. Fincado sobre a parede de madeira corrumpida de traças, e tantos outros insetos, sem qualquer troço por perto. Sem nada.
Ora, mas os meninos também o veem. Porém, são tuas cores que os encantam, jamais seus finos traços, em vão, penso que talvez não os enchergam, talvez o temam, tão preto... tão branco... Tão calmo, rígido, angustiado, precisando tanto delas... Belas cores.
És tão vulnerável! Moldura torturante. Cadê sua liberdade? Não tens! Não há. Certamente que odeia este formato quadrado em que se encontra; tão simples, tão morta. Nem meninas nem meninos para apreciá-la; penso que te entendo. As vezes.
Volto a pensar que este amor não existe.
Se faz tão belo, eterno, carente de nossos braços.
Lindo laço este, não é ? Mas não há nó que não se afroxe, meu bem.
Então como podes? Não existe!
Sinto as vezes apertando, tomando forma de nó bem dado, até me iludo e penso que poderia perder sua vulnerabilidade mediante a força que o apertamos, que foi toda a que tivemos, toda a que encontramos.
Mas como poderia ? Se existe morte, existe vida, se existe laço, então laceia, e então solto: tão preto, tão branco, vai a procura de um vermelho.
Escarlate, sangue.
Escorre e seca.
Fecha a ferida.
Certamente que este amor não existe.
terça-feira, 10 de julho de 2007
sem disfarce.
A melodia composta apenas pelas notas ruins do piano, fazia vibrar os timbanos daqueles ouvidos entupidos de cera. Constatava com meus olhos embaçados, comovidos com minha guinnes, a beleza corrompida dos acordes; e no entantanto, notava no olhar disconecto do rapaz, a ausencia de algo na propria musica. Eu lia e relia as tablaturas, imaginava meus dedos deslizando suavemente nas teclas, até forçosamente afundar arrancando desde de os mais graves aos mais agudos sons. Notas ruins; ele pedia, apenas essas. Eu, mera aprendiz de suas lições, tentava acompanhar suas necessidades musicais a fio, compor pra ele, e por ele, era o meu dever comigo mesma naquele momento. Exigia de mim as mais rudes das notas, as complacentes, de mal-gosto, indelicadas, apenas essas, que nao despertariam beleza alguma em ser nenhum, era esse seu desejo. No entanto, nem eu, nem ele saberíamos desempenhar sentimentos tão subjetivos num instrumento de sons definidissimos. O piano então foi deixado de lado, tornou-se claro: O rapaz gritava pela brutalidade desconhecida de seus dias. gritava pela sonoridade pobre agoniante, berrava pelas notas que quebrariam os vidros que seus próprios gritos nao puderam quebrar. Respirava ofegante querendo preencher cada espaço vazio de seu corpo com o maldito oxigênio traiçoeiro de cada dia, ou com as malditas toxinas dos malditos cigarros dos malditos e infindáveis dias. E batia, batia os pés contra o chão com toda a força que tinha, e respirava de novo, vai fundo de novo. Bendito alivio, maldito tempo: curta duração. Enquanto apreciava o mate tostado, e lambia suavemente os resíduos da espuma deixados sob sua boca, tentando reduzir a agonia intacta, do fracasso na projeção do que viria a ser a sua música, sentiu e ouviu de longe, impetuosamente, o quebrar da melodia insipida que antes havia criado, com a invasão de um estranho: O Si de um baixo, dando forma a melodia que pouco a pouco se formava, tomando conta dos espaços atordoados da musica. Surpreso, o rapaz poderia levantar-se para contracenar com o dito, mal ou bem, individuo que ousara modificar a natureza de seus sons, porém, para maior surpresa ainda, percebera com o desenrolar das novas notas, o sutil desconhecido tomando parte do espaço, que oxigênio algum ou coisa alguma preenchera. O surpreendente novo tornarasse ainda mais uma vertente de suas raizes. Nao hesitou em permanecer sentado onde estava, degustando o estilo, o charme presente, o sabor forte e bem definido de sua deliciosa e estupidamente gelada cerveja, acompanhado do que havia percebido ser sua nova natureza, e enfim, assumira o quanto és bela....
sexta-feira, 6 de julho de 2007
O pôster
Jubiloso o sacana estaca diante do pôster com a foto de um nu. Gostei desse layout - pensa ele, com ares de século vinte-e-um), e o contempla demoradamente, absorvendo cada detalhe como se pudesse só com os olhos percorrer as entranhas e até atravessá-las, ver depois do papel da parede, furar o muro de tijolos e contemplar o céu pálido e antediluviano, que muda como quadros rotativos num segundo, como se constrói um filme. Segura-se em sua bengala, com medo da queda que esse olhar livre possa resultar, mas como se fosse uma cobra, ela desliza em suas mãos ardilosas e estaca no chão com o som oco (o soco) da madeira maciça. Ele observa a queda, insípido, sem reação, até que seus olhos encontram os filetes de madeira do chão e os transpassam, para um grande precipício de 20 metros ou mais, atravessando cada sala. Mas não pode ser, esse olhar perscrutador é vertiginoso demais para se manter constantemente. Senta-se no taco e tenta novamente olhar para o nu, frontal, mas só vê o céu, nebulosamente patético, como se não fosse possível atribuir-lhe um sentido diverso daquele, inanimado e desumano na sua imensidão. Mas era mentira, ele bem sabia, não podia ser que seu olhar esfanicado o dirigisse à isso, se era o contrário, englobar e atribuir ao patético tanta vida que incontestavelmente nada fugia dessa interioridade expandida, porque era ele o mundo. E quando ele se lembrou, teve segundos de completa e infalível percepção do absoluto, que só não continuaram por não ser possível, fisicamente, aguentar esse enlevamento extásico por mais tempo. Oh, como é incrível ser assim, sorri ele...
domingo, 1 de julho de 2007
Aprenda a tocar - tocando.
Interação: -1 tom -1/2 tom +1/2 tom +1 tom
Pedaço de Mim[Intro:] Eb7M(#5)
G A/G C/G Eb/G
Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Bb7M Eb7 Ab7M
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
F7/A Bb7(9)(11) Bb7(b9) Eb7M Eb7M(#5) Eb7M(6) Eb7M(#5)
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar
Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais
Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu
Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi
Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor,
adeus
A/G Ab7M Bb7(9)(11) Bb7(b9)
Bb7M C/G Eb/G Eb7 Eb7M Eb7M(#5)
Eb7M(6) F7/A
Pedaço de Mim[Intro:] Eb7M(#5)
G A/G C/G Eb/G
Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim
Bb7M Eb7 Ab7M
Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento
F7/A Bb7(9)(11) Bb7(b9) Eb7M Eb7M(#5) Eb7M(6) Eb7M(#5)
É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar
Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim
Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais
Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim
Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu
Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim
Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada no membro que já perdi
Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim
Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo a mortalha do amor,
adeus
A/G Ab7M Bb7(9)(11) Bb7(b9)
Bb7M C/G Eb/G Eb7 Eb7M Eb7M(#5)
Eb7M(6) F7/A
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