te tinha junto ao meu seio. junto ao meu seio tinha também uma dor. junto essa dor tinham tantos e tantos fios. junto a esses fios, um unico monitor.
ouvia sempre, o contínuo apitar da maquina, que apitava também a máquina minha.
quando a noite, vazio ficava o quarto, no meu leito esperava passar o calafrio.
era a febre.
eu sentia escorrer o suor que alertava,
era a febre;
essa que jamais passava.
foi então que entrou no meu quarto. e quase nada havia nele além de mim.
estava escuro, janela semi-aberta:
senti sua presença, parecia um vento.
sabia o que viria depois.
Senti junto a o empalidecer da alma,
o escorrer da ultima gota de suor.
Queria ver mas nada via.
As pálpebras, mais que pesadas, impediam.
.
de repente; não havia mais gravidade.
estava leve, como um vento seria.
acabara a minha febre.
o apito cessara.
finalmente, não era mais uma máquina.
estava livre de mim.
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